Acompanhe comigo a oração do “Pai nosso” registrada no livro de Mateus, capítulo 6, versículos 9 a 13:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”
Note o versículo 13, o final da oração; Jesus declara que o reino pertence a Deus, logo Ele é o Rei, e reinará para sempre. Ele detém todo poder nos céus e na terra. A Ele toda a glória é dada eternamente.
Já no Antigo Testamento, desde as primeiras gerações, ou melhor, desde a criação, Deus é tido como rei. Pensemos em Davi: mesmo sendo rei em Israel, líder de um grande exército, com vários súditos e servos sob a sua autoridade, possuidor de muitas riquezas, tinha plena consciência de que acima dele havia um “rei maior” que governava soberano sobre ele e a nação de Israel. Podemos ver isso em vários salmos, onde Davi declara a majestade de Deus – veja Salmos 93 a 99.
A exemplo do rei e salmista Davi, é importante reconhecermos, diariamente, que o Senhor é Rei. É Ele quem governa sobre tudo e todos. A figura do rei deve ser vista com reverência e obediência a sua autoridade.
Voltando a oração ensinada por Jesus aos discípulos, o mestre inicia sua conversa com Deus chamando-o de Pai, do hebraico Abba. Segundo o teólogo George Eldon Ladd, a palavra abba era uma expressão utilizada pelas crianças e sua tradução soaria para nós como “papai” ou “paizinho”. Uma palavra que expressa a intima relação entre pai e filho.
Maravilhoso é saber que o Rei – O Deus santo; o dominador e criador dos céus e da terra; aquele nos sustenta e nos guarda; que perdoa os nossos pecados; que nos livra do mal – Ele é também o nosso Pai, nosso paizinho!
Papai, venha o teu reino!